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Tem dia de batucada. Outro de cantoria. Mais outro para dançar, para escutar contos folclóricos e até para confeccionar brinquedos regionais. A escola Brincante, idealizada pelo artista pernambucano Antonio Nóbrega e sua esposa, Rosane Almeida, ensina a diversão que vem da cultura de rua. “As pessoas mais humildes e simples se expressam de forma espontânea e têm muito a nos dizer sobre a formação de seres humanos”, diz Rosane. Um galpão na Vila Madalena, bairro de São Paulo, abriga os cursos voltados para educadores (e interessados em geral) que incentivam a educação pela brincadeira. Participei da aula de criação de brinquedos. Fiquei surpresa ao ver materiais usados, ou encontrados na natureza, como latas, caixas de fósforo, pedaços de bambu, tocos de madeira e sementes, se transformando em objetos encantados. A garrafa de plástico virou um cata-vento, revista velha se converteu em fantasia, e o palito de madeira com jornal deu origem a um peão nas mãos dos alunos. “As crianças das grandes cidades têm pouco espaço para se expressar e entrar em contato com a arte. Quando ganham um brinquedo comprado, perdem uma etapa preciosa da educação, que é a descoberta de materiais, a construção do objeto e a integração com o resto da molecada”, diz o professor Adelson Murta. Sem dúvida, um curso para refletirmos sobre a importância da arte popular brasileira na formação das crianças. E dos marmanjos...
Instituto Brincante, www.teatrobrincante.com.br, (11) 3816-0575
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