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Ao bater o olho num modelo com jeito-de-feito-em-casa, somos transportados para um quarto com uma máquina de costura antiga daquelas pretas de ferro, encaixadas numa mesa de madeira , com retalhos pendendo até o chão e um molde caprichado na mesa. Pois tem gente transformando a cena do passado em coisa do aqui-agora. A designer Guaira Miranda, que aprendeu a fazer suas vestimentas com a mãe, juntou-se à amiga e jornalista Martha Moreira para criar o Café Costura, projeto que pretende recuperar o hábito de costurar em casa e reunir pessoas. Num apartamento no bairro de Botafogo, no Rio de Janeiro, elas oferecem cursos básicos de corte e costura, para moçoilas, vovós, senhoras e também rapazes que têm pouca ou nenhuma intimidade com linhas e agulhas. A idéia é que o participante saia com uma roupa pronta ao fim do encontro, que dura uma tarde e inclui além dos ensinamentos, tecidos, linhas, agulhas, máquinas de costura bate-papo na sala e quitutes como bolo com café preto. Afinal, só doido não segue conselho de mãe. “A teoria da minha é que ninguém se junta se não tiver comida no meio”, diz Guaira. Se você não mora no Rio, convide os amigos para costurar na sua casa mesmo (chame uma costureira para passar o bê-á-bá da coisa) ou tente algo mais fácil, como transformar peças já prontas. No mínimo vai ter lanchinho gostoso e risadas de cair do sofá.
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